Engenheiros recém-formados: o que fazer?

By | novembro 23, 2016

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O término da graduação é um dos eventos mais comemorados por todo jovem que ingressa em um curso superior. A sensação de ter um diploma em uma área específica e poder procurar empregos com remuneração melhor do que os estágios feitos ao longo da vida universitária são os principais motivos de comemoração. Não é diferente para o engenheiro recém-formado.

Todavia, nem tudo é da maneira que se imaginava no começo da faculdade. O aluno que entrou quatro ou cinco anos atrás em um curso de engenharia via uma realidade completamente diferente do que acontece nos dias atuais. Com grandes eventos esportivos, copa do mundo e olimpíadas, o mercado da área estava aquecido – fato este que fez até com que novas vagas fossem abertas nas mais diferentes universidades.

Os eventos passaram, o mercado desaqueceu e o engenheiro recém-formado ganhou seu diploma juntamente com uma nova e desafiadora realidade. As vagas já não são tantas como quatro anos atrás e conseguir um emprego não é tão fácil quanto se pregava no começo do curso. Segundo dados do Ministério do Trabalho em março deste ano, cerca de vinte mil engenheiros estão desempregados.

Um novo cenário para Engenheiros no Brasil.

O novo cenário assusta o recém-formado na área. Menos vagas de emprego e mais candidatos tornam cada oportunidade mais competitiva e o mercado de engenharia mais agressivo. Ademais, a falta de experiência é um fator de complicação já que muitas das vagas existentes podem exigir certa experiência. Outras acabam sendo projetos de curto prazo e depois de finalizados, tornam o profissional mais um desempregado, gerando alta insegurança.

Assim, um caminho comum destes profissionais recém-formados é seguir em busca de programas de estágio/trainee – cargos estes que exigem uma experiência menor- ou mesmo procurar áreas de atuação diferentes. É comum ver engenheiros trabalhando em funções ligadas a cargos de administração ou economia, especialmente em bancos, nos seus primeiros anos.

O problema está no futuro destes cargos. Não que o plano de carreira seja ruim, ele pode ser excelente. Por outro lado, pode afastar o profissional de atividades realmente de um engenheiro, o que pode ser considerado ruim na medida em que um estudante escolhe o curso pensando em exercer a profissão, ao menos inicialmente.

Desafios da profissão a serem superados pelos Engenheiros recém formados

Aqueles que conseguem uma oportunidade, seja em projeto ou em um cargo estável, ainda precisar lidar com outros grandes desafios do começo de carreira. Olhares tortos de engenheiros mais experientes podem acontecer e, embora não seja exclusividade da engenharia, é preciso ter preparo emocional para situações do tipo. Por outro lado, alguns recém-formados podem sair da faculdade com sensação de “saber tudo”, gerando certa prepotência que pode ser ruim para o desenvolvimento. Saber ouvir e aceitar a hierarquia é fundamental.

A boa notícia é que mesmo em um cenário de forte crise como vem sendo o momento atual brasileiro, em especial o mercado para Engenheiros civis, a tendência é que a situação melhore em breve. O ritmo da engenharia anda em conjunto com a economia do país e uma melhora desta volta a aquecer o mercado. Por fim, vale lembrar, engenheiros sempre serão necessários ao longo do tempo. E profissionais competentes tendem a se destacar na área mesmo em períodos de dificuldade.

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